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26 maio, 2026

Falem bem ou mal mas falem do cinema nacional - Velhos bandidos

 

Existe um momento da vida em que o sujeito para de correr da polícia porque o joelho já não aguenta. Em compensação, começa a correr atrás da aposentadoria, do remédio de pressão e da dentadura perdida no almoço de domingo. É mais ou menos nesse território — entre a ficha criminal e a fila preferencial — que mora Velhos Bandidos.

O filme tem aquele cheiro raro do cinema brasileiro que entende uma coisa fundamental: envelhecer também pode ser subversivo. Enquanto Hollywood insiste em transformar velhos em máquinas impossíveis de ação, explodindo prédios aos setenta e oito anos sem sequer sentir dor lombar, Velhos Bandidos prefere algo melhor: humanidade. E carisma. Muito carisma.

Porque o verdadeiro assalto do filme acontece no elenco. Cada ator entra em cena como quem já conhece a vida inteira do personagem antes mesmo da primeira fala. Há uma elegância cansada nos olhares, uma ironia madura nos diálogos e aquele tipo de presença que só artistas experientes conseguem carregar. Não precisam provar mais nada. E justamente por isso dominam tudo.

Os veteranos do filme parecem jogar bola de terno: fazem difícil parecer fácil. Uma levantada de sobrancelha vale mais que três páginas de roteiro. Uma pausa antes da piada entrega mais verdade do que muito monólogo dramático. O elenco não interpreta “velhos criminosos”; interpreta homens que sobreviveram tempo suficiente para virar lenda de bar.

E talvez seja isso que emocione tanto. O filme entende que envelhecer não apaga o passado de ninguém. O malandro envelhece, mas continua malandro. O sedutor envelhece, mas continua ajeitando o cabelo ao passar diante de um vidro. O bandido envelhece, mas ainda desconfia de todo mundo na mesa. Algumas coisas a idade não cura — apenas deixa mais engraçadas.

Há também uma beleza melancólica escondida nas cenas. Aqueles personagens carregam um país inteiro nas costas: décadas de golpes, fracassos, noites ruins, cigarros demais e histórias improváveis. São homens que já apanharam da vida, mas ainda encontram energia para planejar “o último grande golpe” — expressão que, no fundo, todo brasileiro acima dos cinquenta já usou para alguma coisa.

No fim, Velhos Bandidos funciona porque respeita seus atores. Não tenta transformá-los em caricatura nem em heróis de desenho animado. Dá espaço para que brilhem justamente como são: experientes, imperfeitos, engraçados e absurdamente vivos em cena.

E o espectador percebe isso imediatamente. Sai do filme com a sensação de ter encontrado velhos amigos perigosos — daqueles que provavelmente roubariam seu carro, mas devolveriam depois de abastecer.

23 janeiro, 2026

Falem bem ou mal, mas falem do Cinema Nacional - O agente secreto

 


Há filmes que chegam antes mesmo de estrear. “O Agente Secreto”, novo trabalho de Kleber Mendonça Filho, já circula como presságio — desses que não se explicam só pelo currículo do diretor, mas pelo clima que o cerca. Um filme brasileiro que nasce com vocação de conversa internacional, sem abrir mão do sotaque, da rua, da memória incômoda que insiste em nos acompanhar.

Kleber volta a um território que conhece bem: o da história recente filtrada pelo olhar político, pelo suspense que não vem apenas da trama, mas do país. Em “O Agente Secreto”, a ditadura não é pano de fundo; é atmosfera. Ela invade os gestos, os silêncios, os enquadramentos. O cinema de Kleber nunca grita — ele observa. E é justamente nessa observação paciente que mora sua força.

No centro disso tudo está Wagner Moura, em uma atuação que já nasce grande. Moura tem esse raro talento de carregar o Brasil no corpo sem precisar explicá-lo. Seu personagem — tenso, contido, atravessado por medo e convicção — parece feito sob medida para o tipo de interpretação que o ator domina: aquela que diz mais quando cala. Não é exagero imaginar que seja um de seus trabalhos mais maduros, desses que atravessam fronteiras sem legenda emocional.

E aí surge a palavra que todos sussurram, quase com superstição: Oscar. Não como vaidade, mas como símbolo. A esperança de ver “O Agente Secreto” chegar à Academia representa algo maior — a chance de o cinema brasileiro ser reconhecido justamente quando olha para si com mais coragem. Se o Oscar costuma premiar histórias bem contadas, aqui há uma história necessária. E bem contada por quem sabe onde a câmera deve parar.

Talvez o maior triunfo do filme seja esse: transformar memória em expectativa, passado em possibilidade. “O Agente Secreto” carrega a esperança de que o mundo esteja disposto a escutar o Brasil quando ele fala sério — e de que Wagner Moura, mais uma vez, seja a voz que atravessa essa porta.


16 julho, 2025

Valparaíso de Goiás sedia primeira Mostra de Cinema Quilombola com reflexões sobre identidade e território



Evento no CEU das Artes exibiu documentários, promoveu debates e celebrou a cultura afro-brasileira com oficinas e literatura negra

No último sábado, 17 de maio de 2025, Valparaíso de Goiás foi palco da **1ª Mostra de Cinema Quilombola**, organizada pelo **Cine Lobeira** no **CEU das Artes**. Com o tema **“Um olhar quilombola sobre o Brasil”**, o evento reuniu lideranças, cineastas e o público em geral para uma programação que mesclou exibições de filmes, debates, música e atividades culturais.  

### **Cinema como ferramenta de resistência**  

A mostra abriu espaço para vozes quilombolas com a exibição do documentário **“Meada Cor Kalunga”**, dirigido pela liderança **Marta Kalunga**, que também participou de um bate-papo sobre territórios e identidade. Outro destaque foi a participação de **Paulo Alexandre**, representante do **Quilombo Mesquista** (Cidade Ocidental), que apresentou um filme do renomado cineasta **Vladimir Carvalho**.  

A programação ainda incluiu **filmes infantis com temática quilombola**, reforçando a importância da representação negra desde a infância. Após as exibições, o **professor e pesquisador Franco Adriano** mediou um debate e emocionou o público com uma **canção autoral**, unindo arte e reflexão.  

### **Cultura viva: oficinas, literatura e percussão**  

Além do cinema, o evento contou com a **Biblioteca Bitita**, projeto itinerante de **literatura negra**, e uma **oficina de percussão** comandada pelo **Mestre Cezinha**, do bloco afro **Rum Black**. O **Instituto IBEDE** também marcou presença, fortalecendo a rede de apoio à cultura e educação quilombola.  

### **Acessibilidade e inclusão**  

O CEU das Artes proporcionou um **ambiente acessível**, com tradução em **Libras** e estrutura adaptada, garantindo que todos pudessem participar.  

### **Cine Lobeira: cinema como transformação social**  

A mostra integra o projeto **Cine Lobeira**, coordenado pelo **cineasta e morador Thiago Maroca**, que busca levar o cinema a periferias e comunidades, promovendo discussões filosóficas e políticas por meio da sétima arte.  

**“Mais do que exibir filmes, queremos fortalecer narrativas quilombolas e mostrar como o cinema pode ser um instrumento de luta e valorização cultural”**, destacou Maroca.  

O sucesso do evento reforça a importância de iniciativas que ampliem o acesso à cultura e celebrem a diversidade brasileira, colocando Valparaíso de Goiás no mapa das discussões sobre representatividade e cinema independente.  








08 maio, 2025

Vem aí o CINE PENSAR - Um olhar quilombola sobre o Brasil

 


O cine Lobeira voltou em 2025 com tudo. Um projeto diferente para levar o cinema e cultura para a população de valparaiso.

"Cine Lobeira Apresenta: Cine Pensar – Um Olhar Quilombola sobre o Brasil" promete ser uma experiência cultural rica e diversa.


📅 Data: 17 de maio

⏰ Horário: A partir das 14h

📍 Local: CEU das Artes de Valparaíso


Programação:

14:30 🥁 Oficina de percussão com Afro Rum Black – Uma imersão nos ritmos afro-brasileiros.

16:00🎬 Mostras de cinema infantil 

17:00🎬 Mostras de cinema Quilombola

18:00💬 Bate-papo especial com Marta Kalunga – Cineasta e liderança quilombola, trazendo reflexões importantes sobre o Brasil.

19:00 Encerramento!


Uma ótima oportunidade para celebrar a cultura quilombola, o cinema e a música. Não perca!



25 outubro, 2024

Falem bem ou mal, mas falem do cinema nacional - Mussum



Em uma tarde ensolarada, quando a cidade pulsava entre risos e lembranças, assisti ao filme que retrata a vida de Mussum, o icônico membro dos Trapalhões. A tela se iluminou e, de imediato, o ambiente se transformou em um laboratório de nostalgia.

Mussum, com seu jeito irreverente e carisma inconfundível, não apenas fez rir, mas também se tornou um símbolo de um Brasil que, em suas contradições, sempre soube encontrar leveza. O filme, mais do que uma biografia, é um tributo à sua essência: a mistura de humor, cultura e um toque de crítica social, tudo temperado com aquele famoso "cachaça", que, no seu caso, era sinônimo de alegria.

As cenas se desenrolavam como uma boa roda de samba, com ritmos que variavam entre momentos de risadas descontroladas e reflexões profundas sobre a vida de um artista que, apesar das adversidades, sempre buscou o riso como resposta. A infância humilde de Mussum, suas aspirações e sua trajetória até se tornar um ícone foram retratadas de forma sensível, lembrando que por trás do palhaço existe um ser humano com sonhos e desafios.

Os atores que interpretaram Mussum e seus companheiros fizeram um trabalho admirável, capturando a essência do que foi o humor da época. As piadas, os bordões, a famosa gargalhada—tudo estava ali, como um eco do passado que ressoava nas memórias coletivas de uma geração. A risada não era apenas uma resposta ao humor, mas um reconhecimento do papel que Mussum desempenhou na vida de muitos.

No final, enquanto os créditos subiam, senti que o filme não apenas celebrava Mussum, mas também nos lembrava da importância de rir da vida. A mensagem era clara: em tempos difíceis, o humor é uma forma de resistência, e Mussum sempre será um mestre nessa arte. Com um sorriso no rosto, deixei o cinema, pensando que, assim como ele, devemos sempre encontrar espaço para a alegria em nosso cotidiano. E, claro, para uma boa cachaça de vez em quando.

13 setembro, 2024

Falem bem ou falem mal mas falem do cinema nacional - Nosso sonho (Claudinho e Buchecha)



Na selva de concreto do entretenimento nacional, um filme chega para dar aquela sacudida nos espectadores e deixar a concorrência com cara de "ainda em pré-produção". Estamos falando de "Nosso Sonho", a cinebiografia que nos transporta para a era dourada dos anos 90, quando Claudinho e Buchecha eram a sensação do funk e não havia playlist sem um "Nosso sonho". A produção traz um frescor nostálgico e, ao mesmo tempo, uma série de cenas que fazem você se perguntar: "Ué, será que eu estava sonhando ou isso realmente aconteceu?".

O filme abre com uma sequência digna de clímax musical: Claudinho e Buchecha cantando e dançando como se não houvesse amanhã. É como se o diretor quisesse deixar claro logo de cara que a história desses dois ícones é uma verdadeira montanha-russa emocional, com direito a altos e baixos que fariam qualquer montanha-russa de parque de diversões parecer um passeio de carrossel. O ritmo frenético  garante que até os mais céticos acabem batendo o pé e cantando junto, mesmo que o último "Quero te encontrar" tenha sido um pouco antes da virada do milênio.

A produção não economiza em detalhes. Cada cena é meticulosamente montada para capturar a essência dos anos 90, desde o estilo de cabelo até a moda extravagante. É um verdadeiro desfile de tendências que fazem você se perguntar se, por um breve momento, o estilo camisa de jogo de hokey e boné voltou a ser uma tendência. O figurino é tão emblemático que você quase espera encontrar alguém fazendo o passinho da mão como eles faziam.

E não podemos esquecer dos momentos mais profundos e emocionantes. Afinal, a trajetória de Claudinho e Buchecha não é apenas sobre festas e sucessos musicais, mas também sobre desafios e superações. Aqui, o roteiro mergulha de cabeça nas dificuldades pessoais e profissionais enfrentadas pelos protagonistas. É quase um "Vai que Cola" com pitadas de drama e uma boa dose de humor, ressalto a discussão para manter a palavra "adjudicar" na letra.

Mas o verdadeiro trunfo do filme é a forma como ele lida com a nostalgia. Ele não é apenas uma viagem ao passado, mas uma celebração vibrante da influência cultural que Claudinho e Buchecha tiveram na música brasileira. É um lembrete de que, mesmo com as mudanças de tendência e os novos ídolos do momento, a influência desses dois não se apagou. Ao contrário, ela continua brilhando, como uma luz de neon que nunca se apaga.

Assistam. Vale a pena!

26 agosto, 2024

Falem bem ou mal, mas falem do cinema nacional - Nas ondas da fé


 


Uma Comédia que Faz Pensar

Marcelo Adnet mais uma vez nos presenteia com sua comédia peculiar em Nas Ondas da Fé. O filme, que satiriza o universo das igrejas neopentecostais, nos leva a uma jornada hilária e, ao mesmo tempo, reflexiva sobre fé, ambição e a busca por um lugar ao sol.

Hickson, interpretado por Adnet, é um homem simples e cheio de fé que sonha em ser radialista. Ao conseguir um emprego em uma rádio evangélica, ele se vê diante de um mundo repleto de personagens excêntricos e práticas questionáveis. A comédia surge da contraposição entre a ingenuidade de Hickson e o cinismo de alguns dos personagens que o cercam.

A trama, além de divertir, levanta importantes questões sobre a manipulação da fé, a busca por poder e a exploração financeira em nome da religião. O filme não tem medo de fazer críticas contundentes, mas o faz com leveza e bom humor, evitando o tom panfletário.

Letícia Lima interpreta Jéssika, a esposa de Hickson, que o apoia incondicionalmente em seus sonhos. O casal forma uma dupla carismática e cativante, que nos faz torcer por sua felicidade. Os demais atores também entregam ótimas performances, como Thelmo Fernandes no papel do apóstolo Adriano, um líder religioso ambicioso e manipulador.

Nas Ondas da Fé é um filme que diverte, mas também nos faz pensar sobre a importância de questionar e refletir sobre nossas crenças. É uma comédia que não se leva a sério demais, mas que, ao mesmo tempo, aborda temas sérios com inteligência e sensibilidade.

Em resumo, Nas Ondas da Fé é um filme que vale a pena ser visto por aqueles que apreciam uma boa comédia e que gostam de filmes que provocam reflexão. A atuação de Marcelo Adnet está impecável e a direção segura garante um ritmo ágil e divertido.

05 agosto, 2024

Falem bem ou mal, mas falem do cinema nacional - Evidências do amor



"E nessa loucura de dizer que não te quero. Vou negando as aparências, disfarçando as evidências..."

Este filme, para mim se tornou uma referência em comédia romântica brasileira, mistura amor, humor e principalmente, a nossa estética social e visual. Tem cena externa pra gente identificar São Paulo, botecos, avenidas, estrada no interior, balada, festinha, beira mar, de tudo um pouco.

O filme foi lançado esse ano nos cinemas e ja está disponível na plataforma de streaming MAX.

Porchat e Sandy, nos convidam a uma jornada sentimental embalada por uma das músicas mais românticas da música brasileira. A comédia romântica, explora a complexidade dos relacionamentos amorosos e as lembranças que nos acompanham ao longo da vida.

A trama gira em torno de um casal que se apaixona intensamente após um dueto inesquecível de "Evidências". A canção, que serve como fio condutor da narrativa, se transforma em um portal para as lembranças mais marcantes do relacionamento. No entanto, à medida que o filme avança, a magia inicial começa a se desfazer, revelando os desafios e as frustrações inerentes a qualquer união.

A química entre Porchat e Sandy é evidente em cena, transmitindo a autenticidade de um casal apaixonado. Os atores conseguem equilibrar momentos de grande leveza e humor com outros mais introspectivos e emocionantes. A direção de Pedro Antônio Paes explora de forma inteligente a dinâmica entre os personagens, utilizando recursos visuais e sonoros para intensificar as emoções.

Um dos pontos altos do filme é a trilha sonora, que além da icônica "Evidências", conta com outras canções que acompanham a evolução da história de amor. A fotografia também merece destaque, com cenas que capturam a beleza e a melancolia da cidade de São Paulo, cenário principal da narrativa.

"Evidências do Amor" é um filme que nos faz refletir sobre a importância das lembranças e sobre como elas moldam nossa identidade. A história de Marco e Laura é um lembrete de que o amor é uma jornada complexa e cheia de nuances, e que as cicatrizes do passado podem influenciar o futuro.

Em resumo, a comédia romântica brasileira é uma obra que encanta pela sua simplicidade e pela sua capacidade de emocionar o público. A atuação impecável de Fábio Porchat e Sandy, aliada a uma d

"Evidências do Amor" é um filme que nos convida a embarcar em uma jornada sentimental inesquecível. Uma comédia romântica que diverte, emociona e nos faz refletir sobre a complexidade dos relacionamentos amorosos.

Vale a pena assistir. 

Beijo

21 maio, 2024

Falem bem ou mal, mas falem do cinema nacional - Dois é demais em Orlando


        

   Talvez já tenha um tempinho, um mês, semestre ou até anos. Mas todo mundo já assistiu algum filme brasileiro no cinema. Mas a gente tem que aumentar o nosso apreço pela nossa sétima arte, e não adianta vir com a frase pronta dizendo que não tem filme bom ou que só tem violência, drogas e sexo. Já tem mais de uma década que estamos produzindo todos os gêneros, escolhe o seu e pesquise, talvez o problema esteja aí. Onde achar filmes nacionais? Ao longo do texto eu dou algumas pistas, mas antes… 

No feriado, a convite inesperado de minha amada, surgiu a proposta de ir ao cinema. Eu que amo as telonas nem quis saber o filme, mas me agradou muito quando fiquei sabendo que era um filme nacional. Uma dessas comédias que parecem bestas, mas bem divertidas, a história é de um camarada que precisa levar o filho de sua chefe até o pai em Orlando, nos Estados Unidos, chegando lá, eles vão ficando juntos e a trama desenvolve. “Dois é demais”, até o nome é simples, acho que muita genialidade também não serviria para um filme como esse. Tenho que confessar, me arrancou algumas risadas. Vale a pena, o garoto dá um show a parte, agora deixei com você a curiosidade e a decisão de ir.
Voltando a discussão sobre a qualidade do cinema brasileiro, parte do problema passa pela dificuldade de não termos uma indústria nesse setor, o que Hollywood(EUA) e Bollywood (Índia) produzem em volume e qualidade, está esclarecido em um mercado que emprega fixamente muitas pessoas e gera uma economia considerável para seus países. No Brasil, foi consolidado nos anos 90 a teledramaturgia, exportamos para o mundo inteiro, além dos nossos comerciais publicitários criativos. O mercado do streaming (Netflix, Prime, Disney…) migrou o público para novas telas, mas com a mesma necessidade: Conteúdo. Assumo que gosto muito das produções nacionais que encontro no catálogo dessas empresas, mas assistir na sala de cinema é outra emoção, mexe com o coração da gente. Mesmo com dificuldades, o cinema brasileiro no primeiro trimestre de 2024 já superou todo o ano de 2023, segundo a Agência Nacional de Cinema, Ancine. O que precisamos é de mais espaços para os filmes nacionais, talvez de um site com todas as produções disponibilizadas. Tem muita coisa boa, mas até para pesquisar fica difícil.

Eu já baixei muito filme na internet, mas vou confessar, filme nacional é muito difícil achar, principalmente os que não fazem publicidade. Tem filme que ficou menos de uma semana em cartaz. Politica como a cota de telas que obriga um mínimo de produções brasileiras nas telonas ajudam a equilibrar o jogo, mas precisamos continuar lutando pela nossa indústria. O Cinema americano é quase hegemônico em nosso país, a gente não precisa ser tão dependente de uns heróis o ano inteiro. Como alguém consegue achar graça em uma piada americana? Eles comem no café o que colocamos em um sanduíche, 

Bom, o meu conselho é que ao menos uma vez por ano você fortaleça nossa cultura, assista uma produção nacional com mais uma pessoa e comente. Critique o que precisa mudar, mas não deixe de falar do cinema nacional.



Escrito por Thiago Maroca (thiagomaroca@gmail.com)

Autor, produtor audiovisual, bisbilhoteiro, curioso e uma meia dúzia de coisas que não cabem nesse espaço


03 maio, 2024

E.M.E.I Mundo Mágico


 Escola Municipal de Educação Infantil Mundo Mágico 

Último dia do festival Itinerante


O 16° e último dia do Festival Cine Lobeira Itinerante 2024 foi realizado na Escola de Ensino Infantil Mundo Mágico, na sexta-feira dia 03/05. Como em todas as escolas em que estivemos os alunos começam agitados e ansiosos, mas durante a exibição dos filmes a concentração aumenta e a participação dos alunos no festival é garantida. As crianças já possuem uma paixão especial pelos filmes infantis, e ampliar sua visão de mundo, ajudar na construção coletiva de audiovisual, para além do cinema norte-americano, também, é um dos objetivos do projeto do Cine Lobeira Itinerante. E com o fim da mostra, nas escolas, os filmes exibidos e outras produções estarão disponíveis no site www.cinelobeira.com.br, a partir 10 de maio, e os conteúdos diversos ficarão disponíveis por dois anos, para toda a família.


02 maio, 2024

Escola Municipal Leolino de Jesus Soares (Escola Municipal Valparaíso II)

 


Escola Municipal Leolino de Jesus Soares (Escola Municipal Valparaíso II)

15° e penúltimo dia da mostra 2024

Um dos maiores orgulhos do Festival Cine Lobeira Itinerante são as pessoas, de diferentes idades, participando das nossas sessões e se encantando com os filmes. Nesta quinta-feira, dia 02/05, foi nosso 15° e penúltimo dia da mostra 2024. Estivemos na Escola Municipal Leolino de Jesus Soares (Escola Municipal Valparaíso II) com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O Cine Lobeira tem priorizado a exibição de filmes que abordam assuntos que tenham foco educacional e pedagógico. O objetivo é levar o entretenimento, a cultura e o lazer aos estudantes de qualquer idade, para que todos possam desenvolver seu raciocínio crítico, tenham acesso a outros pontos de vista e conheçam outras realidades além daquela em que vivem.

30 abril, 2024

Escola Municipal Ayrton Senna


Escola Municipal Ayrton Senna

14º dia do festival

Desta vez, foram 22 turmas nos dois turnos da Escola Municipal Ayrton Senna, na Gleba B. Nosso maior público até agora. Apresentamos o 14° dia do Festival Cine Lobeira Itinerante no pátio da instituição, nesta terça-feira, 30/04. A escola organizou outros eventos no mesmo dia, mas nossa mostra ocorreu como de costume, e exibimos dois filmes por sessão, num total de 7 sessões. Pela manhã com os alunos menores os filmes foram mais lúdicos, pela tarde a pedido da direção, um dos filmes foi sobre a Amazônia, uma vez que a coordenação está trabalhando com o tema do meio ambiente com os alunos do vespertino. É motivo de grande satisfação para nós aceitar esses pedidos da direção, pois abraçamos este projeto entendendo a importância do que ele representa, pois o audiovisual tem o poder de ajuda a comunidade escolar a refletir sobre assuntos que repercutem no mundo e na nossa sociedade.


 

29 abril, 2024

Escola Municipal Paulo Freire

 


Escola Municipal Paulo Freire

13º dia da mostra itinerante

A sala escurinha e o ar condicionado propiciaram um clima de cinema para o 13° dia do Festival Cine Lobeira Itinerante, realizado nesta segunda-feira 29 de abril, na Escola Municipal Paulo Freire, no bairro Marajó. Ter uma boa estrutura para exibição dos filmes faz toda a diferença para a concentração e imersão dos alunos no universo cinematográfico. Muitos desses jovens não têm a oportunidade de ir, com frequência, ao cinema em função das condições socioeconômicas, e o contexto social onde estão inseridas. Portanto, acreditamos que a escola exerce um papel fundamental para inserir os alunos em uma atividade cultural e lúdica, permitindo uma experiência ímpar na rotina dessas crianças.

22 abril, 2024

Escola Municipal Chico Mendes

 



Escola Municipal Chico Mendes

12º dia da mostra itinerante


O 12° dia do Festival Cine Lobeira Itinerante ocorreu no turno matutino da Escola Municipal Chico Mendes, nesta segunda-feira 22 de abril. Foram mais de 150 alunos e professores assistindo os curtas-metragens da nossa mostra. Abraçamos este projeto por toda a importância do que ele representa, pois ele proporciona lazer aos alunos, aliado a conteúdos pedagógicos, possibilitando o aprendizado fora da sala de aula, por meio do cinema. Já estamos na reta final do nosso festival, mas ainda temos muitas escolas para visitar... Continue acompanhando nossas redes sociais.

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